Saiba mais sobre Guimarães Rosa – Textos publicados no sítio da Sobrames-MG:

João Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa

Biografia de João Guimarães Rosa
Marco Aurélio Baggio
João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo, Minas Gerais, no dia 27 de junho de 1908. Primeiro dos seis filhos do casal Florduardo Pinto Rosa e Francisca Guimarães Rosa. Em 1918, é matriculado no primeiro ano ginasial no Colégio Arnaldo, em Belo Horizonte, por seu padrinho e avô, Luís Guimarães. Em 1925, ingressa na Faculdade de Medicina de Minas Gerais. Durante o curso, envia quatro contos que são premiados pela revista “O Cruzeiro”. (…) >  Leia mais

Guimarães Rosa – Cronologia
Marco Aurélio Baggio
Guimarães Rosa é um disfarçador de cronologia. Ele aspirava a alcançar a atemporalidade como autor forte. Avaliando,  no entanto, retrospectivamente certos indícios e alguns dados, pode-se propor uma cronologia para o Grande sertão: veredas e sua principal personagem. (…) >  Leia mais

Apego e loucura em João Guimarães Rosa
Marco Aurélio Baggio

“…para bezerro mal desmamado, cauda de vaca é maminha…” – O burrinho pedrês, Sagarana, p.34.
Em “O burrinho pedrês”, de Sagarana, João Guimarães Rosa aborda, pela primeira vez em sua obra, o tema do apego. João Manico conta a história dos bois que, com seô Major Saulino, foram buscar “para trás dos Goiás…” > Leia mais

Guimarães Rosa - Academia

Guimarães Rosa - Academia

Morte e Transcendência no Grande Sertão
Evaldo A. D´Assumpção

Em 1963, João Guimarães Rosa era eleito para a Academia Brasileira de Letras. Contudo, recusou-se a tomar posse, pois pressentia que, se o fizesse, iria morrer. Premonição? Acaso? Nunca saberemos. Pelo menos nesta vida. Em 16 de novembro de 1967 aceitou, finalmente, assumir a sua cadeira na Academia. Em seu discurso de posse disse: “A gente não morre. Fica encantado.” Três dias depois, em 19 de novembro de 1967, teve um enfarto fulminante, vindo a falecer. (…) > Leia mais

Dos Seres Incompletos à Edificação Humana
Marco Aurélio Baggio

“Na extraordinária obra-prima Grande sertão: veredas há de tudo para quem souber ler,  e nela tudo é forte, belo, impecavelmente realizado. Cada um poderá abordá-la a seu gosto, conforme o seu ofício.” (Coutinho, 1983, p. 294.)

A Fortuna crítica publicada por Eduardo Coutinho em 1983 (10) é riquíssima na coleção de estudos da mais alta qualidade – quase todos abordando o livro como puro evento literário.
Um dia (1986), descobri a acuidade  com que Sônia Maria Viegas Andrade interpretava o Grande sertão  à luz dos  cânones da filosofia ocidental. (3) Surgiu o Guimarães Rosa filósofo. (…)  > Leia mais

Riobaldo, o escanchelador dos limites
Marco Aurélio Baggio

Ao longo da obra de arte metafísica e literária que é o Grande sertão: veredas, João Guimarães Rosa, personagem, autor e pessoa, abre o relato a partir da não-existência de tudo.

Segue-se uma coleção de portentos e de absurdos que principiam a organizar elementos a partir do caos. O relato vai sem pés nem cabeça, arrevesado, tateante, como pica-pau que voa testando o ar. O que prevalece é um homem corriqueiro, comum, desprovido de qualidades, sem pai, de fraca mãe – a Bigri. No final da infância, ele encontra o Menino. Reinaldo o possui. (…) > Leia mais

A Clínica do Dr. João Rosa
Marco Aurélio Baggio

“Quem mói no aspro não fantaseia”

João Guimarães Rosa não tolerou ser médico por mais de dois anos. Decidiu abandonar de vez a medicina após atender a laborioso parto no desamparo de um casebre do interior mineiro.
A prática da medicina é uma das mais nobres atividades humanas, das que mais exigem peculiares atributos articulados em gonzo para poder exercê-la. De uma parte, o médico há que ser dotado da sensibilidade empática para captar a queixa e o sofrimento do paciente, aliada ao sentimento de solidariedade para com o ser humano. (…) > Leia mais

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